O futebol brasileiro amanheceu de luto nesta segunda-feira (18). O ex-jogador capixaba Geovani Faria da Silva, ídolo do Vasco da Gama e ex-meia da Seleção Brasileira, morreu em Vitória, aos 62 anos, após passar mal de madrugada e ser socorrido a um hospital em Vila Velha (ES). Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu. “Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada”, lamentou a família em publicação nas redes sociais.
Apelidado de “Pequeno Príncipe” pela torcida cruzmaltina, Geovani se destacou nos gramados pela visão de jogo aguçada e pelos dribles precisos, mesmo com seus 1,68 m de altura. Foram 408 jogos e 50 gols com a camisa do Vasco, clube pelo qual conquistou cinco campeonatos cariocas. Pela Seleção Brasileira, acumulou títulos expressivos: campeão mundial e sul-americano sub-20 em 1983 — quando foi eleito o melhor jogador do torneio e artilheiro, com seis gols —, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul (1988) e campeão da Copa América de 1989. Ao longo da carreira, também atuou por Bologna (Itália), Karlsruher (Alemanha) e Tigres (México), antes de se aposentar em 2002.
Nos últimos anos, Geovani enfrentava a Síndrome de POEMS, doença multissistêmica rara que afetava alguns de seus órgãos. “Dentro do possível, vinha lutando bravamente e se mantendo bem”, informou a família. Ao longo da vida, o ex-atleta superou ainda uma polineuropatia, um câncer na coluna vertebral e seguidas internações por complicações cardíacas e intestinais.
O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), decretou luto oficial e exaltou o legado do atleta: “Geovani levou o nome do ES para o mundo com talento, genialidade e muita personalidade dentro do campo.” A Assembleia Legislativa do Estado também prestou homenagem. Além do futebol, Geovani teve passagem pela política: foi eleito deputado estadual pelo PTB em 2002, com 19,5 mil votos, e exerceu mandato até 2007.


















































































