Depois da aliança com a vice-presidente Fátima Barros, o ex-secretário de Meio Ambiente recebe a adesão da vereadora Célia do Posto, que retirou sua pré-candidatura. O grupo agora reúne seis dos nove vereadores da Casa, o suficiente para vencer a eleição.

A disputa pelo comando da Câmara Municipal de Montanha ganhou mais um capítulo favorável ao vereador Clebão (Podemos). Procurada pela reportagem do Tribuna Capixaba, a vereadora Célia do Posto (PSB) informou que está retirando seu nome da disputa pela presidência da Casa e que decidiu declarar apoio ao ex-secretário Municipal de Meio Ambiente.
A adesão reforça um movimento iniciado com a aliança entre Clebão e a atual vice-presidente da Mesa Diretora, vereadora Fátima Barros (PSB). Fátima rompeu com o presidente Divaldim, e o rompimento tornou Clebão o nome mais competitivo para presidir o Legislativo no biênio 2027–2028.
A articulação havia sido registrada em um encontro com os vereadores Tarcísio Depolo (PSD), Clebão (Podemos), Fátima Barros (PSB), Maine Brito (Rede) e Paulinho Motorista (Rede). Na foto que circulou após a reunião, os cinco aparecem com as mãos unidas sobre a mesa, um gesto que nos bastidores foi lido como o fechamento do acordo. Com Célia do Posto, o bloco passa a contar com seis dos nove parlamentares da Câmara.
Fátima Barros aparece no centro da imagem, mas a composição aponta Clebão como candidato à presidência. O vereador já comandou o Legislativo montanhense na legislatura passada. Ele conta com a experiência na condução da Casa e com o trânsito adquirido no Executivo, onde chefiou a pasta de Meio Ambiente.
Rompimento muda o tabuleiro
O afastamento entre Fátima e Divaldim é apontado como o fator decisivo para o novo cenário. Como vice-presidente, Fátima integra a atual Mesa Diretora. Sua saída da base do presidente enfraqueceu o grupo que hoje controla a Câmara e deslocou o centro de gravidade da disputa para o lado de Clebão.
A retirada do nome por Célia do Posto reduz ainda o número de candidaturas e concentra votos em torno do ex-secretário. Com ela, Fátima e Célia, ambas do PSB, passam a caminhar juntas no apoio a Clebão. A aliança também chama atenção pela diversidade partidária, já que junta parlamentares do PSD, Podemos, PSB e Rede em torno de um projeto comum para o comando do Legislativo.
O que diz o Regimento
Pelo Regimento Interno, a eleição da nova Mesa Diretora deve ocorrer até 20 de dezembro, em data a ser marcada pelo presidente, que está impedido de disputar a reeleição para o cargo. Os eleitos tomam posse automaticamente em 1º de janeiro de 2027. A votação é secreta, em cédula depositada em urna, o que obriga o grupo majoritário a manter a coesão até a apuração.
Como o Regimento fixa apenas o prazo final, o presidente pode convocar a eleição a qualquer momento até 20 de dezembro.
Próximos passos
Com seis dos nove vereadores, o grupo de Clebão já reúne os votos necessários para eleger o novo presidente da Câmara, um a mais do que a maioria absoluta exigida pelo Regimento. O desafio agora é manter o bloco unido até o dia da votação, que é secreta. Também resta saber qual estratégia o presidente Divaldim e seus aliados adotarão diante de um cenário desfavorável. A composição dos demais cargos da Mesa Diretora, vice-presidência e secretaria, deve entrar na negociação nos próximos dias.














































































