Venilda Kuster Frisso, de 77 anos, saiu de casa no dia 19 após o portão ficar aberto; filha reconheceu as roupas, e a identificação oficial depende de exame em Linhares
O corpo da aposentada Venilda Kuster Frisso, de 77 anos, foi encontrado na manhã de terça-feira (29), no bairro Bosque da Praia, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Ela estava desaparecida havia dez dias. Um operador de máquinas que trabalhava na estrada de Barra Nova achou o corpo. Ele contou à TV Gazeta que viu animais sobrevoando a mata e, ao entrar cerca de 20 metros na vegetação, encontrou o corpo.
O corpo estava em estado de decomposição. Segundo fontes policiais, a filha de Venilda esteve no local e reconheceu o corpo da mãe, que estava com as mesmas roupas usadas no dia do desaparecimento. A identificação oficial, no entanto, ainda depende dos exames da Polícia Científica, que também devem apontar a causa da morte. A Polícia Científica informou que foi acionada às 10h49, e o corpo foi levado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) de Linhares, onde passará por exame necroscópico.
Como ocorreu o desaparecimento
Venilda morava com familiares no balneário de Guriri. Ela tratava a doença de Alzheimer havia nove anos e usava medicamentos de uso contínuo para diabetes. Segundo a família, a idosa não costumava sair sozinha. No dia 19, um familiar esqueceu o portão aberto e ela saiu de casa sem que os parentes percebessem.
A filha, Jany Kuster de Araujo, de 42 anos, contou ao Folha Vitória que Venilda almoçou e se deitou antes de deixar a residência. De acordo com o veículo, o último registro da idosa foi feito por uma câmera de segurança às 16h52 do dia 19, na Rua 8, em Guriri. Nas imagens, ela usava bermuda preta e blusa com estampa de oncinha e caminhava em direção ao Bosque da Praia, justamente a região onde o corpo foi encontrado.
Segundo a família, esta não foi a primeira vez que a idosa se perdeu. Em uma ocasião anterior, ela foi encontrada por um casal cerca de duas horas depois e levada de volta para casa.
Dez dias de buscas
A operação mobilizou Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, guarda-vidas e o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). Segundo o piloto do Notaer, major Natanael, as buscas se concentraram inicialmente em um raio de dois quilômetros do último local onde Venilda foi vista. Depois, as equipes ampliaram as buscas para a região de Barra Nova, em Guriri, e até Conceição da Barra, com o uso de drones, quadriciclos e cães farejadores.
O policial penal João Marcos Souza Silva disse que servidores de várias unidades prisionais da região participaram dos trabalhos. Ele lamentou que Venilda não tenha sido encontrada com vida, mas afirmou que as equipes conseguiram dar à família uma resposta definitiva.
Familiares descreveram Venilda como uma mulher de fé, guerreira e dedicada aos filhos. Eles publicaram mensagens de despedida nas redes sociais.
Investigação
A Polícia Civil informou que o caso está com a Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo). A causa da morte segue indeterminada e depende da conclusão do laudo necroscópico.

















































































