Aos 53 anos, o jornalista à frente da página Opinião e Notícias, ex-secretário municipal de Esportes e diretor do Centro Municipal de Regulação morreu nesta sexta-feira (4). Conhecido como “o eterno Chapolin Colorado”, deixa marca na comunicação, no esporte e na política pinheirense.
Atualizada às 12h55
Morreu nesta sexta-feira (4), aos 53 anos, o jornalista e comentarista esportivo Marcelo Campos. A informação foi confirmada por familiares nas redes sociais.
A causa da morte não foi divulgada oficialmente. Segundo relato de familiares, Marcelo sentiu uma forte dor de cabeça ao deixar o Centro Municipal de Regulação, onde trabalhava, na quinta-feira (3), e seguiu de moto até o Hospital Municipal de Pinheiros. Ao chegar, já apresentava dor na perna esquerda e foi atendido com suspeita de trombose. Transferido ao Hospital Roberto Silvares, em São Mateus, recebeu o diagnóstico de dissecção da aorta. De lá, foi removido em helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAer) da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES).
Em publicação nas redes sociais, a filha Emanueli Borges destacou o atendimento recebido pelo pai. “Meu pai foi bem cuidado, ele teve os melhores atendimentos, os melhores médicos, os melhores recursos, como ele merecia”, escreveu. Ela agradeceu aos amigos e, nominalmente, ao prefeito: “Edison Monteiro, eu te agradeço, eu sei que você fez tudo que estava ao seu alcance.”
Nascido em Montanha, em 28 de junho de 1973, Marcelo construiu a maior parte de sua trajetória em Pinheiros, onde se tornou uma das vozes mais reconhecidas do jornalismo local. À frente da página Opinião e Notícias, acompanhava de perto os acontecimentos de interesse da comunidade e firmou-se pela presença constante no debate público do município.
Apaixonado por esporte, foi como comentarista esportivo que ganhou maior projeção, sempre associado à defesa do esporte em Pinheiros e na região. Essa ligação se converteu também em atuação pública: Marcelo comandou a Secretaria Municipal de Esportes na gestão do então prefeito Toninho da Emater.
Na política, presidiu o diretório municipal do PSDB entre 1º de setembro de 2023 e 31 de agosto de 2025, e manteve participação ativa no cenário político pinheirense, presente nos debates e nas discussões do município.
Atualmente ocupava o cargo de diretor do Centro Municipal de Regulação de Pinheiros, antiga AMA (Assistência Médica Ambulatorial).
O prefeito de Pinheiros, Edilson Monteiro, lamentou a morte: “Perdi meu irmão Marcelo Campos, mas tive a oportunidade de conviver com esse ser humano incrível.”
Em nota de pesar, o ex-deputado estadual e ex-prefeito Toninho da Emater afirmou que recebeu a notícia com profunda tristeza e lembrou o período em que os dois trabalharam juntos na Prefeitura. Ele descreveu Marcelo como amigo, companheiro de caminhada e comunicador nato do esporte, e disse que o município ainda colhe os frutos do legado deixado por ele na secretaria. A nota se encerra com um pedido de conforto aos familiares e uma despedida ao “eterno Chapolin Colorado”.
Entre a comunicação, o esporte e a política, Marcelo Campos transitou por diferentes espaços da vida pública de Pinheiros e se tornou figura reconhecida no município. Sua morte deixa uma lacuna entre os que acompanharam essa caminhada e representa uma perda para o jornalismo e o esporte da região.


















































































