A Justiça da Itália decidiu nesta quinta-feira pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, presa no país desde julho de 2025. A decisão, no entanto, ainda não encerra o processo: a defesa da ex-parlamentar já anunciou que recorrerá à Corte de Cassação, última instância italiana, e a palavra final caberá ao ministro da Justiça do país europeu.
A manifestação dos tribunais italianos segue na mesma direção do Ministério Público local, que em outubro já havia se posicionado a favor da extradição.
Zambelli deixou o Brasil em junho de 2025, passando primeiro pelos Estados Unidos antes de se instalar na Itália. Após ser classificada como foragida pelo governo brasileiro, foi presa no fim de julho e desde então responde a um processo de extradição.
Condenações no STF
A ex-deputada acumula duas condenações no Supremo Tribunal Federal, ambas com trânsito em julgado — ou seja, sem possibilidade de novos recursos no Brasil, o que tornaria imediato o cumprimento das penas caso ela retorne ao país.
A primeira condenação, de dez anos de prisão, foi pelo contrato de um hacker para a inserção fraudulenta de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A segunda, de cinco anos e três meses, decorreu de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após ela sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo na véspera das eleições presidenciais de 2022.
Renúncia ao mandato
Em dezembro de 2025, Zambelli apresentou carta de renúncia ao mandato de deputada federal. A decisão veio após o STF anular a sessão plenária da Câmara dos Deputados que havia mantido seu mandato, contrariando voto anterior da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela cassação.




















































































