O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido nesta sexta-feira (1º) a uma cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador do ombro direito, no hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o boletim médico divulgado por volta das 14h pela equipe responsável pelo procedimento, a operação ocorreu sem intercorrências. Agência Brasil
Após a cirurgia, Bolsonaro permaneceu internado para controle da dor e observação clínica, segundo a equipe médica. O ex-presidente deu entrada no hospital na manhã desta sexta-feira para a realização do procedimento, que tinha duração estimada em três horas. Agência Brasil
A equipe médica que acompanha o ex-presidente é formada pelo ortopedista e cirurgião de ombro Alexandre Firmino Paniago, pelo cirurgião geral Claudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela execução penal do ex-presidente. A decisão foi tomada na quinta-feira (30), em atendimento a pedido formulado pela defesa, e teve parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os exames e o relatório fisioterapêutico apresentados ao processo apontavam a necessidade da intervenção para reparação de lesões na região. CNN Brasil
Segundo informações divulgadas pela equipe médica, o procedimento foi realizado no manguito rotador e em lesões associadas, atribuídas a uma queda sofrida pelo ex-presidente em janeiro, quando estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O manguito rotador é um conjunto de quatro tendões localizados no ombro, responsáveis pelos movimentos de rotação e pela estabilidade da articulação. CNN Brasil
A cirurgia foi feita por artroscopia, técnica minimamente invasiva em que uma câmera é introduzida no ombro por meio de pequenas incisões, com a fixação de âncoras no osso para reposicionar o tendão. Apesar de pouco invasivo, o procedimento exige anestesia geral, o que aumenta sua complexidade, conforme avaliação da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). Jornal de Brasília
Bolsonaro tem 71 anos e cumpre, desde o final de março, prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes pelo período de 90 dias. Antes do regime domiciliar, o ex-presidente havia sido internado no mesmo hospital para tratar um quadro de pneumonia bacteriana. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
A recuperação é gradual: o paciente costuma permanecer com o braço imobilizado por tipoia entre quatro e seis semanas, com liberação inicial apenas para movimentos de cotovelo, punho e mão, conforme orientações ortopédicas. Jornal de Brasília


















































































