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Conhecido em todo Brasil, o golpe do falso sequestro causa prejuízos financeiros na vítimas que fazem transferências bancárias a fim de resgatar pessoas do círculo social familiar, como filhos, pais, entre outros parentes.
Apesar dos criminosos, normalmente, falarem que sequestraram parentes próximos, na manhã desta segunda-feira (26) uma dentista que trabalha em Vitória, capital do Espírito Santo, caiu no golpe e fez uma transferência bancária via pix de R$ 500 para resgatar uma funcionária da clínica onde trabalham, que, na verdade, estava na sala ao lado. Quatro carros da polícia foram mobilizados para o local, em vão.
O g1 conversou com especialistas em segurança pública sobre como se proteger do golpe do falso sequestro.
De acordo com o capitão Vitor, da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES),o primeiro passo é manter a calma ao atender a ligação para não tomar atitudes precipitadas.
“Em seguida, tentar de alguma maneira, com uma pessoa próxima, fazer contato com a pessoa que, em tese, foi sequestrada. Se falou com que um parente ou um vizinho foi sequestrado, conversar com alguém próximo para ter certeza que nada aconteceu”, disse.
O capitão também reforçou a importância de não passar informações pessoas para os criminosos quando receber esse tipo de ligação.
“Quando falar que um filho, marido foi sequestrado, ou qualquer pessoa, não falar o nome, onde trabalha, a idade. Não dar informações para o criminoso, pois ele pode utilizá-las futuramente na própria ligação para a pessoa fazer acreditar que outra foi sequestrada, sendo que é uma história que foi contada com objetivo de receber dinheiro”, disse o capitão.
Como funciona
De acordo com o mestre em Segurança Pública, Thiago Andrade, crime é geralmente praticado por presidiários.
‘Esse golpe é recorrente e, muitas vezes, saem de estabelecimento prisionais. Existem quadrilhas especializadas nesse tipo de crime, mas também detentos que praticam aleatoriamente. As quadrilhas, normalmente, ligam para telefones residenciais se passando por atendentes de telemarketing ou amigos da família. Uma vez de posse das informações da rotina da família, eles fazem uma nova ligação dizendo que um familiar foi sequestrado e exigem o depósito de uma quantia em dinheiro para a suposta libertação da vítima”, explicou Thiago.
Ainda de acordo com Andrade, as informações também são coletadas por redes sociais, por isso a importância de não publicas informações pessoas.
“Os criminosos também utilizam as redes sociais e, quando a pessoa publica a famíliae parente, está municiando os criminosos de informações. Por isso a importância de manter-se atento ao conteúdo publicado”, explicou.
Durante a ligação, segundo Andrade, normalmente colocam uma pessoa chorando ao telefone como se fosse a vítima do sequestro.
“O criminoso vai usar todas as táticas para estar no controle durante a ligação. Por isso é importante você se colocar no controle, perguntando como você conseguiu o contato, de onde está ligando, dentre outras perguntas”, disse.



















































































