
O pastor Fabiano Oliveira era único que ainda não tinha sido preso após operação da Polícia Federal deflagrada na última quinta-feira (15) a mando do ministro Alexandre de Moraes, que incluiu capixabas no inquérito 4.781/DF, conhecido como dos atos antidemocráticos.
A operação policial tinha ordem para cumprir 4 mandados de prisão, mais 23 de busca e apreensão em Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim.
Mesmo após a expedição da ordem de prisão, o líder religioso permaneceu acampado em frente ao 38º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro, na Prainha, em Vila Velha. Local que reúne centenas de manifestantes que protestam há 48 dias contra a eleição de Lula, por eleições limpas e contra a parcialidade das Altas Cortes do judiciário.
Fabiano estava iniciando seu quinto dia, considerado foragido, mesmo tendo localização conhecida pela polícia. Segundo o superintendente da Polícia Federal, Eugênio Ricas, a determinação não havia sido cumprida por não haver um ambiente seguro para polícias e nem para os manifestantes, tratando-se de Fabiano estar ao meio de uma multidão.
“Estivemos lá, o advogado dele chegou a falar que ele ia se entregar, mas ele mudou de ideia na última hora. No meio da multidão não há segurança para efetuar a prisão, pois colocaria em risco ele, os policiais e os manifestantes. O STF foi informado dessa situação e nós estamos monitorando para o cumprimento no momento adequado”.
Após nova incursão da PF, na madrugada desta segunda-feira (19), com muita cautela, os policiais garantiram a captura do pastor, que não ofereceu resistência. Detido, Fabiano foi conduzido ao Departamento Médico Legal (DML) e entregue ao sistema penitenciário estadual.
“Foi preso pela Polícia Federal, sem resistência, encaminhado ao DML e entregue ao sistema prisional”, informou o delegado chefe da PF no ES.
Asilo internacional
Alegando perseguição política, Fabiano de Oliveira queria deixar o Brasil, e para isso pediu asilo a Israel, país localizado no Oriente Médio. No documento ele acusa o judiciário de promover ”inequívoca perseguição político-ideológico”, onde conservadores seriam os alvos.



















































































