
A prefeita de Montanha/ES participou da audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura nesta terça-feira (17), com a participação de representantes do Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo (Mepes), das Escolas Família Agrícola (EFAs), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaes), da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), entre outros.
Os ativistas da educação do campo querem a ampliação do sistema e a transformação da educação no campo em política pública estadual com financiamento permanente. O superintendente do Mepes falou da necessidade de estender algumas prerrogativas concedidas aos alunos das escolas públicas estaduais aos estudantes das Escolas Famílias Agrícolas, como o direito a cotas nas universidades e acesso ao programa “Nossa Bolsa”.
O presidente da Associação da Escola Família Agrícola do Bley, de São Gabriel da Palha, Zelindo Covre, frisou a importância de uma “educação diferenciada para o homem do campo com modelo pedagógico próprio.
A presidente da Comissão de Agricultura, deputada Janete Sá, também defendeu uma política pública estadual da pedagogia da alternância. Janete Sá informou que no Plano Plurianual (PPA 2020-23) que tramita na Casa, o governo prevê uma rubrica de R$ 46 milhões para a educação no campo.
A parlamentar ainda relatou que, no início do governo Casagrande, entregou um documento em nome do colegiado e de outras entidades ligadas à educação no campo, solicitando políticas para fortalecer as EFAs, além da reavaliação do fechamento de escolas rurais e uma atenção especial, ainda, para a educação indígena, quilombola e de jovens e adultos no campo.
A prefeita Iracy Batar afirmou que “Montanha tem sido apontada como referência em políticas agrícolas”, e disse que isto se deve ao trabalho realizado pelo governo municipal, que tem trabalhado para diversificar a economia, até então voltada para a pecuária. “Já fizemos 33 barragens pelo interior, 4 pontes, 67 cisternas, mais de mil atendimentos por ano ao produtor rural com trator e retro. Além, é claro, da política de educação no campo”.
Como política de educação no campo, a prefeita afirmou ter reaberto “a Escola do Assentamento Oziel Alves, fechada na gestão anterior”, e aumentamos a subvenção da Escola Agrícola, apenas para citar dois exemplos”.

Ao final do evento, os membros da Comissão de Agricultura e os representantes dos movimentos pela educação no campo entregaram documento à Gerente de Educação do Campo, Indígena e Quilombola da Sedu, Valquíria Santos, com as reivindicações apresentadas durante a audiência.
Escolas Família Agrícola no Espírito Santo
Atualmente, existem 18 Escolas Família Agrícola no Espírito Santo, que atendem 2.200 estudantes de 60 municípios. Essas escolas trabalham com a pedagogia da alternância. As primeiras escolas desse tipo na América Latina surgiram, em 1969, no Espírito Santo.
“Estamos comemorando 50 anos da pedagogia da alternância. Foi aqui no Espírito Santo, no município de Anchieta, a primeira escola a funcionar com o sistema da pedagogia da alternância”, contou o superintendente do Mepes, Idalgizo Monechi. As EFAs funcionam no Estado por uma parceria entre o Mepes e a Sedu.



















































































