
A polícia identificou quatro capixabas de uma mesma família que foram os responsáveis por fornecer apoio material e dar fuga aos criminosos de São Paulo e da Bahia que promoveram um ataque e invadiram agências bancárias em Santa Leopoldina, na Região Serrana do Espírito Santo, na última sexta-feira (30).
No ataque à Santa Leopoldina, suspeitos fortemente armados fizeram um caminhoneiro refém, atiraram contra casas, explodiram três bancos, roubaram dinheiro de agências e fugiram. A ação foi classificada pela polícia como um crime do tipo “novo cangaço”, em que criminosos cercam pequenas cidades para praticar assaltos.
Pai, mãe, filho e cunhado, moradores de Viana, foram presos em flagrante ainda na noite de sexta. Eles hospedaram os assaltantes e deram fuga aos indivíduos.
Primeiro contato em São Paulo
De acordo com a polícia, o apoio ao crime começou um ano antes do ataque, com o envolvimento do pai com criminosos de São Paulo (SP).
Em solo paulista o capixaba conheceu um dos suspeitos, em 2021, e juntos começaram a planejar a ação. De acordo com o titular da Delegacia de Repressão à Crimes Contra o Patrimônio e Divisão de Roubo à Banco, Gabriel Monteiro, a cidade de Santa Leopoldina não foi escolhida por acaso.
“Eles vinham conversando e planejando. Não foi uma ação de oportunidade, foi uma ação planejada. Ele (o pai) tinha facilidade porque já foi morador de Santa Leopoldina”, explicou o delegado.
Hospedagem aos criminosos
Ainda segundo o delegado, os sete criminosos ficaram hospedados na casa da família capixaba, no bairro Universal, trancados em um cômodo, e saíram apenas para cometer o ataque.
“Ficaram no município de Viana no bairro Universal durante sete dias. Nesse tempo, o capixaba fica responsável por fazer todo o reconhecimento da área que eles iam atuar”, disse Gabriel Monteiro.
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Polícia do ES fez cerco para localizar foragidos que atacaram Santa Leopoldina e explodiram bancos — Foto: Reprodução TV Gazeta
Motosserra e galões de gasolina
Em dois carros, pai e filho levaram os criminosos ao local do crime. O filho e o cunhado também ficaram responsáveis por comprar uma motosserra e galões de gasolina para ajudar no bloqueio às vias de acesso e saída do município.
“O filho foi responsável por levar uma serra elétrica para cortar a árvore e bloquear os acessos via rodovia. O cunhado foi responsável por carregar o combustível e esconder a serra elétrica. A mãe sabia todo o tempo desse planejamento e organização criminosa”, esclareceu.
Apoio para a fuga
A família também foi responsável por dar fuga aos bandidos. Os criminosos de fora do ES foram em dois carros para a região de mata de Santa Leopoldina, com mantimentos para sobreviverem por até 10 dias.
Pai e filho levaram os criminosos para a mata. Eles foram buscados em um terceiro carro por mãe, cunhado e uma outra filha adolescente (que não foi presa).
No caminho de volta a Viana, os veículos utilizados no crime foram incendiados. Os carros serviram como ponto de partida para a polícia desvendar o caso.
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“Com esses dois veículos localizados e identificados, foi possível utilizar a tecnologia disponibilizada pelo governo do estado, o Cerco Inteligente. E mais, o Alerta Brasil da Polícia Rodoviária Federal. Conseguimos localizar e identificar um terceiro veículo, e a partir daí avançamos nas investigações”, contou o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Márcio Celante.
O pai, mãe, filho e cunhado foram presos em flagrante. Na casa também moravam duas adolescentes, mas as investigações não às consideraram suspeitas do crime.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela polícia.
Além dos quatro presos da família capixaba, a polícia localizou os sete criminosos envolvidos diretamente no ataque em Santa Leopoldina. Cinco foram mortos em confronto com a polícia, no sábado (1°) e dois foram presos na manhã desta segunda-feira (3).
Santa Leopoldina, município de menos de 13 mil habitantes na região Serrana do Espírito Santo, foi alvo de criminosos que fecharam a cidade, explodiram três agências bancárias, fizeram um refém e espalharam o medo.
A ação foi classificada como um ataque do tipo ‘novo cangaço’, ação de organizações criminosas fortemente armadas que cercam pequenas cidades para praticar assaltos, geralmente a agências bancárias.
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