Francyberg Mota Ribeiro, que atuou na gestão de Daniel da Açaí, e Adelino Panffo Júnior, dono da Norte Ambiental, são alvos de investigação sobre fraudes em licitações e desvio de recursos públicos no Litoral Norte do Espírito Santo
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (7/5) a Operação Desbaste, que cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em São Mateus, no Litoral Norte do Espírito Santo. A ação tem como objetivo desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos da prefeitura durante a administração do ex-prefeito Daniel da Açaí, que não foi alvo da operação.
Foram presos o ex-secretário municipal de Obras Francyberg Mota Ribeiro, conhecido na cidade como Berg, e o empresário Adelino Panffo Júnior, proprietário da empresa Norte Ambiental. Os mandados foram expedidos pela Justiça Estadual com base em indícios de participação dos investigados em fraudes a processos licitatórios, desvio de verbas, corrupção e lavagem de capitais.
Flagrante por posse ilegal de arma
Durante o cumprimento das ordens judiciais, Adelino Panffo Júnior também foi preso em flagrante pela posse ilegal de arma de fogo de calibre permitido. Tanto ele quanto o ex-secretário foram levados para a Delegacia da Polícia Federal no município, onde passaram pelos procedimentos de polícia judiciária e por oitivas, antes do encaminhamento ao sistema prisional.
Trajetória dos investigados
Consulta ao Portal da Transparência da Prefeitura de São Mateus mostra que Francyberg Mota Ribeiro foi nomeado no Executivo municipal em janeiro de 2023, inicialmente no cargo de subsecretário de Obras. Os últimos registros dele como servidor são de julho de 2024. Dados da Justiça Eleitoral indicam ainda que Berg disputou uma vaga de vereador pelo Partido Progressista em 2024, ficando na suplência da legenda.
Já o empresário Adelino Panffo Júnior, dono da Norte Ambiental, mantém contratos de prestação de serviços ambientais e de terraplenagem com prefeituras do interior capixaba, entre elas as de São Mateus e de São Gabriel da Palha.
Apreensões e cooperação técnica
Ao longo das diligências, agentes apreenderam mídias digitais, documentos, veículos e joias, que serão analisados no curso da investigação. Segundo a Polícia Federal, o confisco desses bens visa viabilizar a recuperação de ativos para o futuro ressarcimento aos cofres públicos. A apuração conta com cooperação técnica do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCES).
Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.




















































































