
A estudante Thais Pessotti da Silva, de 14 anos, baleada na cabeça pelo atirador que atacou duas escolas em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, foi extubada e apresenta estado de saúde estável. Até o boletim anterior, a avaliação dos médicos era de que o estado de saúde da jovem era grave.
As informações são do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), divulgado na manhã desta quinta-feira (1).
Almir Rogério da Silva, pai da estudante, conversou com o g1 e comemorou a evolução de Thais.
“A nossa pequena grande guerreira está recebendo vitórias a cada dia. A família agradece a todos pelo carinho e pede que continuem orando pela Thais”, disse o pai da estudante.
Além de Thais, outras quatro vítimas permanecem internadas em hospitais estaduais, três professoras com idades entre 37 e 58 anos e um estudante de 11 anos.
O ataque a duas escolas em Aracruz deixou 4 mortos e 12 feridos. O assassino é um atirador de 16 anos que estudou até junho deste ano em uma das escolas atacadas. Ele foi apreendido horas após o crime. Entenda como foi o ataque no final da reportagem.
Boletim médico
Duas professoras seguem internadas no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves (HEJSN), em Serra. Um mulher, 51 anos, segue internada na enfermaria em estado de saúde estável. Uma outra vítima, de 37 anos, está na UTI entubada e tem grave estado geral.
Já no Hospital Estadual de Urgência e Emergência ‘São Lucas’ (HEUE), em Vitória, segue internada uma mulher, 58 anos. Segundo a Sesa, o estado de saúde da paciente é estável, com previsão de cirurgia em fratura para os próximos dias.
No Pronto Socorro do HINSG ‘Dra. Milena Gotardi’, que fica anexo o HPM, e hospital Estadual N.Sra. da Glória “Infantil de Vitória” (HINSG), está a estudante Thais que foi extubada e apresenta estado de saúde estável, a jovem continua na UTI. Além dela, está internado no mesmo local, um menino de 11 anos. Ele está estável e no setor de terapia semi-intensiva.
Investigações
Durante coletiva de imprensa para detalhar o andamento das investigações sobre o ataque as escolas de Aracruz, no Espírito Santo na última sexta-feira (25), a Polícia Civil informou que o assassino de 16 anos guardou as armas, almoçou e seguiu para a casa de praia com os pais depois de invadir as duas escolas. Segundo o superintendente de polícia e delegado João Francisco Filho, o criminoso agiu naturalmente do ataque até a prisão.
O ataque

Entenda como foi o ataque em Aracruz
O ataque a duas escolas deixou quatro mortos e outros 12 feridos em Aracruz, na sexta-feira (25). A investigação apontou que o ataque foi planejado por dois anos e que o criminoso usou duas armas do pai, um policial militar. O assassino tem 16 anos e estudou até junho no colégio estadual atacado, segundo o governador do estado, Renato Casagrande (PSB).
Os disparos aconteceram por volta das 9h30 na Escola Estadual Primo Bitti e em uma escola particular que fica na mesma via, em Praia de Coqueiral, a 22 km do centro do município. Aracruz, onde o ataque aconteceu, fica a 85 km ao norte da capital.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o assassino invadiu a escola estadual com uma pistola e fez vários disparos assim que entrou no estabelecimento de ensino. Depois, foi até a sala dos professores e fez novos disparos. Na unidade, duas professoras foram mortas.
Na sequência, o atirador deixou o local em um carro e seguiu para a escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral, que fica na região. Na unidade, uma aluna foi morta. Após o segundo ataque, o assassino fugiu em um carro. Ele foi apreendido ainda na tarde de sexta.
No sábado (26), a Polícia Civil informou que o criminoso vai responder por ato infracional análogo a três homicídios e a 10 tentativas de homicídio qualificadas. Também no sábado, uma professora baleada que estava internada morreu.



















































































