Seis dos nove eleitos à Câmara pertencem a legendas sem registro vigente na cidade; apenas os filiados à Rede, integrantes da Federação PSOL/Rede, têm partido com situação regular — o mesmo vale para o vice-prefeito Marcos Boldrini, do MDB
Uma análise dos registros partidários junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela uma situação incomum na política municipal de Montanha: a maioria dos vereadores eleitos em 2024 representa partidos que não possuem diretório ativo no município onde exercem mandato.
Das nove cadeiras da Câmara Municipal, seis são ocupadas por parlamentares cujas legendas não constam entre as cinco com órgão vigente registrado em Montanha. É o caso de Célia do Posto e Fátima Barros, ambas do PSB; Clebão (Licenciado), do Podemos; Divaldim e Odair Celin, dos Republicanos; e Tarcísio Depolo, do PSD. Nenhum desses partidos figura na lista de diretórios ativos no município.
Os que estão em dia
Os únicos vereadores com partido ativo em Montanha são os três eleitos pela Federação PSOL/Rede: Giovani da Gráfica, Maine Brito e Paulinho Motorista. No caso deles, é a Rede Sustentabilidade com órgão provisório vigente até junho de 2027 — que mantém registro regular no município.
No Executivo, o vice-prefeito Marcos Boldrini, filiado ao MDB, também está respaldado por diretório ativo: o partido possui órgão definitivo em Montanha com vigência até agosto de 2026.
O MDB, enfrenta uma crise silenciosa: boa parte de sua direção local, na prática, já não integra mais a legenda.
Entre os casos mais emblemáticos está o da vereadora Célia do Posto (Célia Rodrigues de Souza), que disputou e foi eleita pelo PSB, e o do vereador Allan Côrtes, que assumiu o mandato na Câmara Municipal durante o licenciamento de Clebão (Clébio Maciel Raulino) — afastado para exercer o cargo de Secretário Municipal de Meio Ambiente. Ambos figuram como parte da estrutura do MDB local, mas já não atuam efetivamente no partido, segundo apuração.
Os partidos com registro vigente
Segundo os dados do TSE, apenas cinco legendas mantêm órgãos vigentes em Montanha atualmente: MDB (órgão definitivo, válido até agosto de 2026), PP (provisório, até junho de 2026), União Brasil (provisório, restabelecido, até abril de 2027), Federação PT/PC do B/PV (provisório, até dezembro de 2026) e Rede (provisório, até junho de 2027).
O que isso significa
A ausência de diretório municipal ativo não impede o exercício do mandato, mas pode indicar fragilidade na organização partidária local. Sem estrutura formal no município, esses partidos ficam impedidos de realizar convenções locais, indicar candidatos de forma autônoma e participar de determinadas decisões internas que dependem do diretório municipal. A situação acende um alerta sobre o enraizamento das legendas na política de base em Montanha.




















































































