
O avô do adolescente de 13 anos que teve afundamento de crânio após ser espancado na madrugada desta terça-feira (21) em Vista da Serra II, na Serra, Grande Vitória, disse que o menor pode ter sequelas na fala devido a gravidade da lesão.
“O médico falou assim: ‘talvez está muito cedo ainda mas ele pode só ter a sequela na fala viu?’. Mas ainda está cedo”, disse o avô do adolescente.
O avô, que pediu para não ser identificado, contou ainda que a cirurgia a qual o neto foi submetido foi bem sucedida e que o adolescente já havia começado a interagir, mesmo sem falar.
“À noite, minha filha que está com ele lá me ligou. Ele acordou, mexeu os braços, as pernas, virou o pescoço. Está ouvindo bem. A única coisa é que não estava falando ainda. Mas graças a Deus correu bem”, contou o avô.
Confiante da melhora do neto, o avô disse que esperava que o adolescente recuperasse a fala em breve.
“Só aguardar o tempo passar pra gente ver o que vai acontecer”, falou.
Deixado na porta de casa
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/d/A/OEEWHxRiGJ2aNTj5XBlw/bdes-2202-estado-espanca-menino.mp4-snapshot-01.46.573.jpg)
De acordo com familiares, o adolescente saiu de casa no final da tarde de segunda-feira (20). Por volta de 1h30, a família ouviu um barulho na porta e o encontrou todo ensanguentado.
Ainda segundo a família, o adolescente é usuário de drogas desde os 12 anos, problema que se agravou com a perda recente da mãe, vítima de câncer.
“Chegou em casa chorando que queria a mãe dele perguntando porque Deus levou a mãe dele e passou a dever a boca de fumo”, contou o avô.
Segundo a avó, que pediu para não ser identificada, o adolescente vinha sofrendo ameaças.
Familiares acreditam que o adolescente foi socorrido por alguém que tentou ajudá-lo.
Médicos do Pronto-Socorro Milena Gottardi do Hospital Infantil de Vitória disseram para família que os suspeitos possivelmente usaram pedaços de madeira para espancar o adolescente. A vítima passou por cirurgia na manhã de terça-feira (21).
“Infelizmente hoje o mundo está perdido nas drogas. As crianças já crescem envolvidas nisso aí. Por mais que a gente olhe e fale eles não querem ouvir. Estamos pedindo força porque dói na gente”, disse o avô do adolescente nesta segunda-feira.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Serra. Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito tinha sido preso.
















































































