Portugal elegeu neste domingo (8) António José Seguro como novo Presidente da República, em uma disputa de segundo turno que se tornou apenas a segunda na história democrática do país. O candidato apoiado pelo Partido Socialista derrotou André Ventura, líder do partido de extrema-direita Chega, consolidando a vitória que vinha desenhando desde o primeiro turno, quando obteve 31,1% dos votos contra 23,5% de Ventura.
A eleição, realizada em meio a uma grave crise provocada por tempestades que deixaram 14 mortos e centenas de desalojados, teve votação adiada em 16 freguesias e três municípios – Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã –, onde 31.862 eleitores inscritos só poderão votar no próximo domingo (15), quando também termina a situação de calamidade decretada pelo governo em 68 concelhos.
Esta é apenas a segunda vez, em 11 eleições presidenciais desde a redemocratização em 1974, que os portugueses precisaram de dois turnos para escolher seu presidente. A primeira ocorreu em 1986, quando Mário Soares venceu Diogo Freitas do Amaral.
Seguro, que assumirá o cargo em março de 2026, será o sexto presidente eleito em democracia, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, que governou o país desde 2016. O novo presidente enfrentará o desafio de reconstruir as áreas devastadas pelas tempestades e unificar um país que demonstrou forte polarização política no primeiro turno, quando 11 candidatos disputaram a eleição com abstenção de 47,74%.
A votação ocorreu entre 8h e 19h em todo o território nacional, exceto nos Açores, onde o horário foi ajustado devido à diferença de fuso. Mais de 308 mil eleitores optaram pelo voto antecipado, 90 mil a mais que no primeiro turno.



















































































