
Um soldado reformado da Polícia Militar foi flagrado com dinheiro falso, além de três armas de fogo sem registro e de documentos falsos dentro de sua casa na manhã desta terça-feira (23) em Barra de São Francisco, no Norte do Espírito Santo.
O nome do suspeito, de 49 anos, não foi revelado pelas autoridades policiais. No entanto, de acordo com a Polícia Militar, o soldado reformado atuou na instituição entre os anos de 1992 e 2003. A partir daí ele foi afastado definitivamente do trabalho por problemas psicológicos.
A Polícia Civil chegou até a casa do suspeito após uma investigação que durou cerca de dois anos. De acordo com o delegado Leonardo Foratini Dutra, as buscas tiveram início quando várias pessoas passaram a registrar denúncias de que teriam recebido dinheiro falso de comerciantes na região.
Na semana passada, o suspeito foi identificado e um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça para que a polícia fosse até a casa dele.
“Encontramos vários objetos, moedas falsas já impressas, faltando só serem cortadas para serem utilizadas. Encontramos também diversos dispositivos eletrônicos, vários notebooks, aparelhos celular, três armas de fogo, munição de vários calibres, RGs falsificados, inclusive RGs de militares”, detalhou o delegado.
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Quanto às cédulas falsas, as investigações continuarão, inclusive com a atuação da perícia, para que a Polícia Civil decida se o soldado reformado responderá pelo crime de estelionato ou pelo crime de moeda falsa. Neste segundo caso, a investigação passaria a ser conduzida pela Polícia Federal por tratar-se de um crime federal.
Há também a possibilidade de que o soldado seja indiciado pelo crime de receptação, já que a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o suspeito também receba bens roubados e furtados na região.
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Processo administrativo
De acordo com o capitão Prates, da Polícia Militar, o caso será encaminhado à Corregedoria da PM, que avaliará se o suspeito aproveitou-se de sua condição de soldado reformado para praticar os crimes.
“Caso seja comprovada a relação de causa e efeito e também a depender das condições psicológicas e psiquiátricas desse soldado, pode acontecer de ele perder a condição de soldado reformado. Ele teria a carteira de policial reformado recolhida, e isso faria também com que ele não possa ter mais o porte de arma e se valesse das prerrogativas de polícia militar do Espírito Santo”, disse.
O policial será encaminhado ao Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, em Vitória.



















































































