Prefeito de Colatina e presidente estadual do PSD ficou neutro no primeiro turno por compromisso com a candidatura de Sérgio Meneguelli ao Senado; agora diz que pesaram o recado das urnas e a continuidade das obras no município
O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, anunciou nesta terça-feira (6) que estará ao lado de Lorenzo Pazolini (Republicanos) no segundo turno da disputa pelo Governo do Espírito Santo. Presidente estadual do PSD, Renzo formalizou o apoio ao ex-prefeito de Vitória para a votação de 25 de outubro. O acordo foi selado em reunião no comitê do candidato, em Vitória, e os dois divulgaram uma foto juntos para a imprensa.
Com o gesto, o PSD passou a ser o primeiro partido a se posicionar oficialmente na nova etapa da corrida, declarando apoio integral à candidatura de Pazolini ao Palácio Anchieta. Nas redes sociais, Renzo reforçou o compromisso com o aliado e escreveu que a escolha é “por paz, valores e prosperidade no Espírito Santo”.
Por que o PSD ficou neutro no 1º turno
A adesão encerra meses de idas e vindas. No primeiro turno, embora o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tivesse orientado apoio ao candidato do Republicanos, Renzo não seguiu a diretriz porque havia firmado acordo para lançar o deputado estadual Sérgio Meneguelli ao Senado. A chapa majoritária de Pazolini não tinha espaço para o candidato do PSD, e uma tentativa de acomodá-lo no grupo do governador Ricardo Ferraço (MDB) também não prosperou — o que levou o partido à neutralidade.
Pazolini chegou a oferecer ao PSD a vaga de vice, que seria ocupada por Lívia Vasconcelos, esposa do prefeito. Renzo abriu mão da indicação justamente porque, no palanque do republicano, não haveria lugar para Meneguelli. O compromisso, porém, não rendeu nas urnas: Meneguelli terminou em terceiro lugar na disputa pelo Senado dentro do próprio reduto, Colatina.
Vale lembrar que a aproximação não é nova. Em abril, no dia em que Pazolini comunicou a renúncia à Prefeitura de Vitória, os dois tomaram café da manhã juntos no aeroporto da capital, e Renzo divulgou na ocasião uma nota em defesa da aliança.
Obras de Colatina na mesa
Segundo o prefeito, a decisão levou em conta orientações partidárias, o resultado das urnas e compromissos ligados a investimentos e ao desenvolvimento do interior capixaba. Renzo afirmou ter garantias de que o candidato, se eleito, “não parará nenhuma obra em andamento nos municípios”, e que intervenções hoje paralisadas seriam retomadas. Ele também destacou o peso regional de Colatina, sobretudo na saúde, como referência para 32 municípios.
O prefeito fez questão de afastar a participação do ex-governador Paulo Hartung, filiado ao PSD, na definição. À coluna de Letícia Gonçalves, em A Gazeta, disse que Hartung não participou da decisão: “Quem fala pelo partido sou eu”. Hartung chegou a elogiar Pazolini, mas sem formalizar apoio. Renzo adiantou ainda que pretende entrar ativamente na campanha, participando de caminhadas ao lado do candidato.
O cenário do 2º turno
Pazolini chega à reta final em vantagem. Pela apuração oficial da Justiça Eleitoral, ele obteve 49,65% dos votos válidos (1.044.302 votos), contra 34,07% (716.636 votos) de Ferraço. A eleição foi para o segundo turno por uma diferença inferior a 0,4% dos votos — o ex-prefeito quase venceu já na primeira rodada. Em Colatina, o desempenho foi ainda mais expressivo: Pazolini teve quase 60% dos votos no município.
Do outro lado, a expectativa é de que Ferraço procure apoio de partidos e lideranças mais à esquerda, sobretudo do campo petista, ainda que parte desse respaldo venha de forma crítica ou informal. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.















































































