
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou quatro prisões e 23 mandados de busca e apreensão no Espírito Santo no âmbito do inquérito 4.781 dos atos antidemocráticos. Nesta quinta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou uma operação para o cumprimento das determinações. Entre os investigados estão os deputado estaduais Carlos Von (DC) e Capitão Assumção (PL), que terão que usar tornozeleiras eletrônicas.
Mandados de prisão
Armandinho Fontoura (Podemos) – vereador de Vitória
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Armandinho Fontoura é investigado por usar sua rede social para pedir que seja colocado “limite nesses bandidos togados” e também por chamar ministros do STF de “imperadores do Brasil”, fazendo críticas que ultrapassam o regular exercício da liberdade de expressão, em tom que se presta a incitar a subversão da ordem e incentivo a quebra da normalidade institucional e democrática.
O vereador Armandinho Fontoura (Podemos) foi eleito em 2020 para o primeiro mandato dele na Câmara Municipal de Vitória, e se tornou o vereador mais jovem da casa. Em 2022 foi eleito para presidir a Câmara de Vitória a partir de 1º de janeiro de 2023. Antes de ser vereador, Armandinho foi líder comunitário do bairro Praia do Canto, em Vitória.
Jackson Rangel – jornalista
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Jackson responde a 30 processos na Justiça acusado de publicar fake news no proprio jornal, Folha do ES, de Cachoeiro de Itapemirim.
Nas redes sociais, Jackson Rangel Vieira se apresenta como jornalista e advogado, alem de “‘filósofo’ autodidata”. Vieira publica textos no site Folha do ES.
Max Pitangui (PTB) – radialista
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Max Pitangui é investigado por ter reiterada e continuamente se manifestado de forma abusiva, não só questionando sem provas a lisura do pleito eleitoral, mas também incitando a abolição do próprio Estado Democrático de Direito mediante intervenção militar e/ou tomada violenta de poder, representando verdadeira liderança dos movimentos antidemocráticos.
Radialista e publicitário, Max Pitangui (PTB) disputou uma vaga na Assembleia Legislativa do Espírito Santo nas eleições de 2022, mas perdeu a disputa.
Fabiano Oliveira – pastor
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Pastor Fabiano Oliveira é investigado por integrar movimento chamado Soberania da Pátria, que ataca o sistema eleitoral. Além disso, fez incisivos ataques ao Supremo e incentivou a ruptura da ordem democrática.
Nas redes sociais, Fabiano Oliveira se apresenta como pastor, apesar de não fazer menção a uma denominação religiosa a qual é congregado. Oliveira é presidente da União Geral do Transporte Escolar Brasileiro no Espírito Santo e presidente nacional do movimento Soberanos da Pátria. Na internet, ele compartilha fotos e vídeos em que convoca a presença de apoiadores em manifestações bolsonaristas e faz ataques ao ministro Alexandre de Moraes.
Tornozeleira eletrônica
Capitão Assumção (PL) – deputado estadual
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O deputado Capitão Assumção é investigado por promover, diuturnamente, pela rede social, diversos pronunciamentos virulentos e criminosos contra ministros do Supremo. Na decisão, o ministro ressalta que o discurso de ódio em face de órgãos e agentes do Estado de Direito é repreensível quando perpetrado por qualquer pessoa, mas ainda mais reprovável quando incentivada por parlamentar. Não por outra razão, diz a decisão, recentemente o STF mandou retirar do ar a conta do Instagram do deputado Assumção.
Eleito em 2018, Capitão Assumção (PL) está em seu primeiro mandato de deputado estadual. Disputou e perdeu a eleição de 2020 para a Prefeitura de Vitória. Foi reeleito em 2022 para mais um mandato na Assembleia Legislativa do ES. Teve mandato de deputado federal pelo PSB entre 2007 e 2011. Capitão da Polícia Militar (PM), Assumção chegou a ser preso em 2017 por iniciar a greve da PM do Espírito Santo, mas acabou solto 10 meses depois. Em 2019 foi condenado a 5 anos de prisão por ser considerado pela Justiça como o grande idealizador e principal articulador do movimento grevista.
Carlos Von (DC) – deputado estadual
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O deputado estadual Carlos Von é investigado por promover em suas mídias sociais pronunciamentos virulentos e criminosos contra ministros do Supremo. Além disso, há evidências de envolvimento dele na milícia digital orquestrada em torno do jornal Folha do ES.
Eleito em 2018 para o primeiro mandato dele como deputado estadual, Carlos Von (DC) é empresário do setor de comércio exterior e já atuou como subsecretário de Turismo de Vila Velha. Disputou as eleições de 2012, de 2016 e de 2020 para a prefeitura de Guarapari, na Grande Vitória, e para deputado estadual em 2014, mas não foi eleito em nenhum delas. Não conseguiu se reeleger na Assembleia Legislativa do Espírito Santo nas eleições de 2022.
Fonte: G1


















































































