O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por mais de três décadas, morreu neste sábado (28) após ser atingido por ataques aéreos coordenados entre os Estados Unidos e Israel na capital iraniana, Teerã. A confirmação foi feita pelo presidente norte-americano Donald Trump, que anunciou a morte em sua rede social Truth Social, chamando Khamenei de “um dos homens mais malvados da história.”
A ofensiva, batizada de “Operação Epic Fury” (Fúria Épica), iniciou-se nas primeiras horas da manhã e teve como alvo a liderança militar e civil da República Islâmica. Segundo fontes do governo americano, além de Khamenei, outros cinco a dez altos líderes iranianos que se encontravam reunidos em um complexo em Teerã também foram mortos no ataque.
Khamenei, aos 86 anos, era o governante em exercício mais longevo do Oriente Médio no momento de sua morte. Ele assumiu o cargo de líder supremo em 1989, após o falecimento do fundador da Revolução Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, e desde então exerceu controle quase absoluto sobre as forças armadas, o judiciário, a mídia estatal e o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC).
A morte do segundo líder supremo da República Islâmica, que não havia designado publicamente um sucessor, lança o país em uma profunda incerteza sobre seu futuro e eleva o risco de um conflito prolongado, diante das ameaças de retaliação iranianas.
Segundo a constituição iraniana, um conselho interino composto pelo presidente, o chefe do Judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiões deverá assumir o poder temporariamente, enquanto a Assembleia dos Especialistas — formada por 88 clérigos islâmicos — seleciona um novo líder supremo. Israel afirma, porém, que seus ataques iniciais dizimaram a cadeia de comando iraniana, eliminando sete altos funcionários de defesa e inteligência e tendo como alvo 30 líderes civis e militares.
Nas ruas de Teerã e de outras cidades iranianas, como Isfahan e Shiraz, foram registradas cenas de celebração entre parte da população, num contexto em que o regime vinha sendo duramente contestado por protestos massivos nos meses anteriores. Sob as ordens de Khamenei, forças de segurança teriam matado um número estimado entre 7 mil e 30 mil manifestantes, de acordo com diferentes fontes — o próprio governo admitiu mais de 3 mil mortos.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou, em pronunciamento nacional, que havia “sinais crescentes” de que Khamenei havia sido morto. O príncipe exilado Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, saudou o evento como o fim iminente da República Islâmica.
Trump declarou que os bombardeios continuarão “sem interrupção” por dias, e convocou o povo iraniano a “tomar de volta o seu país.” O Conselho de Segurança da ONU foi convocado em sessão de emergência. O embaixador iraniano na ONU classificou os ataques como “agressão não provocada” e “crime contra a humanidade”; já o representante americano sustentou que a ação é legítima e motivada pela necessidade de impedir que o Irã desenvolva armamento nuclear.
A morte de Khamenei representa o maior abalo à República Islâmica desde sua fundação em 1979 e abre um período de profunda instabilidade no Oriente Médio, com consequências imprevisíveis para os mercados globais de energia e para o equilíbrio geopolítico da região.




















































































